A situação atual do Haiti, muito comentada por todo o planeta, tem sido alvo de várias campanhas, algumas dizendo que o povo sofre por terem perdido suas casas, outras falam que eles não têm água potável, que o esgoto está a céu aberto. Muitos colocam a culpa no terremoto do dia 12 de janeiro. Mas poucos percebem que a situação já era precária no país, que o terremoto só ajudou a derrubar o que já era podre.
Enquanto se encontram vários anúncios pedindo ajuda para o Haiti, muitos se esquecem de olhar para dentro do próprio país. O Brasil tem seus próprios problemas, alguns até mais graves que os haitianos, mas nunca encontramos placas dizendo “envie dinheiro para ajudar no combate ao tráfico.”. Mas falar do Haiti, ajudar o Haiti se tornou moda entre a mídia internacional. O povo foi dormir no dia 11 de janeiro pensando na corrupção, no aumento da cotação do dólar, entre várias outras coisas, e acordou no dia 12 com um sentimento mútuo de dó e solidariedade pelo povo haitiano. Não há nada melhor que uma grande tragédia para fazer as pessoas esquecerem o que faziam, até mesmo no caso do terremoto, em que a situação lá já era ruim, mas antes ninguém se preocupava.
Quando o governo brasileiro concordou em enviar tropas para participar da MINUSTAH (sigla derivada do francês: Mission des Nations Unies pour la stabilisation en Haïti, em português Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti), houve uma revolta geral contra, dizendo que isto era repressão, invasão, que era tudo menos ajuda. Pois bem, seis anos depois, os mesmos que reclamaram e chiaram , estão hoje defendendo a permanência das tropas, que sem elas não é possível manter o país estável e repetindo o mesmo discurso ao qual eles se opuseram em 2004.
O correto a ser feito no Haiti não é simplesmente enviar rios de dinheiro para lá, sem nem se saber para que será usado, mas ensiná-los a reconstruir uma economia , mesmo que primária , mas estável.
Talvez possamos passar por situações parecidas no futuro, mas devemos aprender com coisas como essa a olhar os nossos problemas, e não deixar que, enquanto cidades como Rio de Janeiro se tornam inabitáveis, a nossa preocupação vá somente para um lugar onde o povo sempre teve problemas de estrutura.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Era pra ser um trabalho de geografia , mas eu gostei , então aqui vai
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me puuule, locoo de bom ;D adorei!
ResponderExcluirvaleu jami ;]
ResponderExcluirenche o irmão de orgulho ein hehe : )
ResponderExcluiróia rapaz, talento é de família ;D
ResponderExcluirJooão tem talento mesmo, ficou óotimo o trabalho dele. Adoorei, Parabéns!
ResponderExcluirvaleu ae bruna :D
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