terça-feira, 8 de março de 2011
Animais
Assombrados pelas personalidades. Neurônios queimados. Idiotas sociais. Massa controlada. Ataques publicitários. Interesses irrelevantes. Sozinhos enquanto acompanhados.
domingo, 6 de março de 2011
Aniversário
Um ano a mais, um ano a menos. 12 meses. 52 semanas. 365 dias e algumas horas. Um ano a mais de vida. um ano a menos de vida. 12 meses de namoro. 52 semanas de sobrevivência. 365 dias de espera. Algumas horas de sentido. Uma contagem que não para, aumenta a cada momento.
Um hábito imposto para controle, quanto mais se tem, menos se pode. Um número que , por mais que não seja de nossa vontade, nos define perante os outros. Define o respeito que merecemos, define o quanto podemos ver, o quanto podemos saber. Quando se tem pouco, se quer muito. Quando se tem muito, se sonha com pouco.
A eterna contradição humana, colocando limitações em coisas naturais. Esperamos pelo dia em que somos lembrados, e comemoramos um ciclo a mais entre as pessoas. Isso é motivo pra comemoração ou tristeza ? Estar por aqui é privilégio ou castigo ? Sonhamos com outras vidas, com medo de que nossa contagem simplesmente chegue ao fim. Medo do fim da contagem, mas ao mesmo tempo, medo de perder a conta.
Alterações constantes, motivações descartáveis. Isso é nossa vida, e ela está acabando um minuto de cada vez. Ou não.
Um hábito imposto para controle, quanto mais se tem, menos se pode. Um número que , por mais que não seja de nossa vontade, nos define perante os outros. Define o respeito que merecemos, define o quanto podemos ver, o quanto podemos saber. Quando se tem pouco, se quer muito. Quando se tem muito, se sonha com pouco.
A eterna contradição humana, colocando limitações em coisas naturais. Esperamos pelo dia em que somos lembrados, e comemoramos um ciclo a mais entre as pessoas. Isso é motivo pra comemoração ou tristeza ? Estar por aqui é privilégio ou castigo ? Sonhamos com outras vidas, com medo de que nossa contagem simplesmente chegue ao fim. Medo do fim da contagem, mas ao mesmo tempo, medo de perder a conta.
Alterações constantes, motivações descartáveis. Isso é nossa vida, e ela está acabando um minuto de cada vez. Ou não.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Juventude
Dentro de uma jaula, pesadelo constante. Rodavia da superinformação, atolados no acostamento, rebeldes sem uma missão, idealizados pela falta de ideais. Soltos em uma selva que castiga sem perdão, num mundo esquecido pela razão.
Razão, ação, papelão, educação, falta de informação. Todos são iguais, ao mesmo tempo em que todos são diferentes.
Opostos que se atraem, semelhantes que se opoem. Inúteis, úteis, idiotas, espertos. Ignorados, ignorantes. Esquecidos que não se esforçam para lembrar.
Não se para, não se pensa, objetivos em comum, caminhos diferentes, sentidos opostos.
Humor forçado, tentando ser engraçado aos olhos das pessoas. Simpatia antipática, se escondendo atrás da hipocrisia diária, se tampando, em busca da auto afirmação.
não conseguem olhar ao redor sem ajuda, uma série sem manual de instruções, apertando todos os botões, numa tentativa de se conhecer, quando na verdade, o que precisavam saber está dentro de suas mentes.
Uma geração manipulada, alienada, crescendo sem saber para onde ir, presos nessa eterna estrada que é a vida.
Razão, ação, papelão, educação, falta de informação. Todos são iguais, ao mesmo tempo em que todos são diferentes.
Opostos que se atraem, semelhantes que se opoem. Inúteis, úteis, idiotas, espertos. Ignorados, ignorantes. Esquecidos que não se esforçam para lembrar.
Não se para, não se pensa, objetivos em comum, caminhos diferentes, sentidos opostos.
Humor forçado, tentando ser engraçado aos olhos das pessoas. Simpatia antipática, se escondendo atrás da hipocrisia diária, se tampando, em busca da auto afirmação.
não conseguem olhar ao redor sem ajuda, uma série sem manual de instruções, apertando todos os botões, numa tentativa de se conhecer, quando na verdade, o que precisavam saber está dentro de suas mentes.
Uma geração manipulada, alienada, crescendo sem saber para onde ir, presos nessa eterna estrada que é a vida.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Alegorias Psicológicas
O pior inimigo de um homem é sua mente, e o que ela pode criar. Ao que me lembro, eu estava dentro do ônibus, voltando para casa, após mais um longo dia de aula. Estava sozinho no ônibus, sentado num dos últimos bancos. Era um dia como qualquer outro,não chovia, embora parecesse que o céu cairia dentro de algumas horas. Só havia além de mim no ônibus, um homem de terno e maleta, com aparência de grande empresário. A príncipio ignorei o fato de ele estar em um ônibus, mas ignorei. Coloquei meus fones de ouvido, liguei minhas músicas, num dos poucos momentos livres que tenho em meus dias.
Não demorei a cair no sono, já acostumado com o trajeto, sempre acordava um pouco antes de meu ponto. Não neste dia. Acordei num lugar escuro, com cheiro de mofo e poeira. Após tatear um pouco e bater a cabeça em algumas prateleiras, achei um interruptor. Apertei um botão, uma fraca luz surgiu no chão, como que formando uma linha, dando um tom sombrio ao quarto, que parecia abandonado há decádas. A parede na qual se encontrava a porta, sob a qual desaparecia a tal luz, era toda coberta por um espelho, desgastado pelo tempo. Apesar dos maus-tratos da idade, era um espelho bonito, e ao contrário do resto do quarto, estava bem limpo. No espelho, havia uma frase, escrita com algo que eu não pude identificar, devido à fraca iluminação. A frase dizia " Agora seu pesadelo toma vida."
Assustado, abri a porta, a pequena linha luminosa recomeçou seu caminho, como se esperasse pela minha presença. Percebi que estava em um corredor, mas este não tinha teto. Olhando para cima, vi nuvens carregadas, das quais caíam gotas pesadas e tempestuosas, numa sinfonia macabra com os raios e trovões. Corri pelo corredor, passando sempre por espelhos com a mesma mensagem, até que vi um com uma mensagem diferente, que dizia " Aquele que faz uma besta de si mesmo, se livra da dor de ser um homem". Pensando ter entendido a mensagem, chutei o espelho, quebrando-o. A linha luminosa invadiu o quarto, revelando um silhueta de uma pessoa. Reconheci ali o empresário que estava no ônibus, que sacou uma pistola de sua maleta, e se matou.
Invadi o quarto, num movimento espontâneo, como se tentasse evitar o suícido. Escutei o som do espelho se remontando atrás de mim. só então percebi que, quem quer que fosse aquele homem, eu o havia libertado ao assumir seu lugar.
Desejos, lembranças, planos de uma vida incompleta, enquanto espero ser liberto e acordar naquele mesmo ônibus, ouvindo as mesmas músicas.
O pior inimigo de um homem é sua mente, e o que ela pode criar.
Não demorei a cair no sono, já acostumado com o trajeto, sempre acordava um pouco antes de meu ponto. Não neste dia. Acordei num lugar escuro, com cheiro de mofo e poeira. Após tatear um pouco e bater a cabeça em algumas prateleiras, achei um interruptor. Apertei um botão, uma fraca luz surgiu no chão, como que formando uma linha, dando um tom sombrio ao quarto, que parecia abandonado há decádas. A parede na qual se encontrava a porta, sob a qual desaparecia a tal luz, era toda coberta por um espelho, desgastado pelo tempo. Apesar dos maus-tratos da idade, era um espelho bonito, e ao contrário do resto do quarto, estava bem limpo. No espelho, havia uma frase, escrita com algo que eu não pude identificar, devido à fraca iluminação. A frase dizia " Agora seu pesadelo toma vida."
Assustado, abri a porta, a pequena linha luminosa recomeçou seu caminho, como se esperasse pela minha presença. Percebi que estava em um corredor, mas este não tinha teto. Olhando para cima, vi nuvens carregadas, das quais caíam gotas pesadas e tempestuosas, numa sinfonia macabra com os raios e trovões. Corri pelo corredor, passando sempre por espelhos com a mesma mensagem, até que vi um com uma mensagem diferente, que dizia " Aquele que faz uma besta de si mesmo, se livra da dor de ser um homem". Pensando ter entendido a mensagem, chutei o espelho, quebrando-o. A linha luminosa invadiu o quarto, revelando um silhueta de uma pessoa. Reconheci ali o empresário que estava no ônibus, que sacou uma pistola de sua maleta, e se matou.
Invadi o quarto, num movimento espontâneo, como se tentasse evitar o suícido. Escutei o som do espelho se remontando atrás de mim. só então percebi que, quem quer que fosse aquele homem, eu o havia libertado ao assumir seu lugar.
Desejos, lembranças, planos de uma vida incompleta, enquanto espero ser liberto e acordar naquele mesmo ônibus, ouvindo as mesmas músicas.
O pior inimigo de um homem é sua mente, e o que ela pode criar.
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