Dançando com a morte, um passageiro desse trem. Doenças e doentes nos observam a cada esquina. Esquinas da rua em que passamos, mas seu nome não sabemos.
Gregos e troianos, palmeirenses e corinthianos, americanos e iranianos. Orgulho ferido, concorrência violenta.
Uma foto em preto e branco mofa na parede. Apesar do mofo, dos amassos e das traças, o tempo para aquela foto é o mesmo. E nós caímos nessa curta vida. Uma legião de Dorians invertidos ?
Um pedaço de carvão no lugar de um coração. Fuligem no lugar de palavras. Cinzas por sentimentos. As brasas que logo se apagam.
A crise dos sistemas. Inspiração nas estrelas. Estrelas ocultas em meio à poluição. Já não tão imponentes, prepotentes. Incompetentes.
Armas que destroem corpos. Ideias que estilhaçam almas. O lado negro
Cores em excesso, cérebros em regresso.
Um canivete na mão errada, a morte. Na mão certa (dita certa por quem ? ), salvação.
Pequenos pontos em meio à multidão. Pequenas dores no falso coração.
Não paramos, não falamos, não mudamos. Comboio de estrangeiros, individuais, soltos em uma tentativa de acender o carvão. Talvez sim, talvez não. Sabemos tanto sem saber de nada. Dias e estrelas. Dinossauros e humanos. Música e o silêncio. O desespero do fim, o medo da meia-noite.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Detalhes.
Um buraco na meia.
Um descolado no sapato.
Uma camisa que já é feia.
Um mofado no retrato.
Dois irmãos que não se falam.
Dois cachorros que se mordem.
Dois carros que se batem.
Dois casais que se separam.
Três cores formam todas.
Três horas para o fim do dia.
Três pessoas que parecem toscas.
Três mortes da alegria.
Quatro estrofes, com quatro versos.
Quatro diferentes sentidos perversos.
Quatro câmeras nos observam com frequência.
Quatro palavras para que cesse a decência.
Um descolado no sapato.
Uma camisa que já é feia.
Um mofado no retrato.
Dois irmãos que não se falam.
Dois cachorros que se mordem.
Dois carros que se batem.
Dois casais que se separam.
Três cores formam todas.
Três horas para o fim do dia.
Três pessoas que parecem toscas.
Três mortes da alegria.
Quatro estrofes, com quatro versos.
Quatro diferentes sentidos perversos.
Quatro câmeras nos observam com frequência.
Quatro palavras para que cesse a decência.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Vícios,problemas e chuva.
Todos nós temos. Todos nós escondemos.
Todos nós choramos. Todos nós escondemos.
Todos nós tememos. Todos nós escondemos.
Todos nós amamos. Todos nós escondemos.
-Afinal, existe algo que não escondemos ?
Todos nós choramos. Todos nós escondemos.
Todos nós tememos. Todos nós escondemos.
Todos nós amamos. Todos nós escondemos.
-Afinal, existe algo que não escondemos ?
Remédios
Pra acordar. Pra despertar. Pra funcionar. Pra comer. Pra digestão. Pra não dar sono. Pra bater na dor. Pra chegar em casa. Pra comer. Pra dar sono. Pra dormir
terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Cheio, gasto, estufado e cansado
-A mesma tecla. As mesma ideias. Os mesmos argumentos. As mesmas faces de duas moedas opostas. Atração pelo proibido. Proibido por quem ? Por aqueles que vieram antes. Quem deu a eles o poder ? Quem lhes deu a autorização para mandar em nossas vidas ?
-Nascemos, crescemos. Recebemos um mundo podre. Não podemos mudá-lo, porque alguém que viveu há séculos definiu que isso era ilegal. Mas ser mudado pela podridão é aceitável. Muda, é reacionário. É mudado, alienado, mas aceito. Quem disse que aceitação é bom ? Quem disse que ser mais uma ovelhinha no pasto do monopólio é legal ?
-Conceitos pré-definidos,subversivos. Inquestionáveis. Um retorno à Caverna de Platão.
-Nascemos, crescemos. Recebemos um mundo podre. Não podemos mudá-lo, porque alguém que viveu há séculos definiu que isso era ilegal. Mas ser mudado pela podridão é aceitável. Muda, é reacionário. É mudado, alienado, mas aceito. Quem disse que aceitação é bom ? Quem disse que ser mais uma ovelhinha no pasto do monopólio é legal ?
-Conceitos pré-definidos,subversivos. Inquestionáveis. Um retorno à Caverna de Platão.
Assinar:
Postagens (Atom)